Lista: 10 VERSÕES ORIGINAIS

Já ouviu a gravação original de “Twist and Shout”? E de “Bette Davis Eyes”? Ou de “Girls Just Want to Have Fun”? Conheça essas e outras versões pouco conhecidas de músicas consagradas.

“Hound Dog” (1952) – Big Mama Thorton
Embora a referência para um dos grandes sucessos de Elvis Presley (1956) tenha sido a versão de Freddie Bell (1955), a música composta por Jerry Leiber e Mike Stoller foi gravada originalmente por Willie Mae “Big Mama” Thornton em 1952. Leiber e Stoller escreveriam depois para The Coasters, The Drifters, Ben E. King e para o próprio Elvis, enquanto Big Mama ainda escreveria e cantaria “Ball and Chain”, regravada mais tarde por Janis Joplin.

“Brand New Cadillac” (1959) – Vince Taylor
O grupo The Clash tornou esse rockabilly conhecido para as novas gerações ao regravá-lo no clássico álbum London Calling, em 1979. “Brand New Cadillac” foi composta e lançada vinte anos antes por um dos pioneiros do rock britânico, Vince Taylor – que, segundo David Bowie, foi a inspiração para a criação de seu personagem Ziggy Stardust.

“Twist and Shout” (1961) – The Top Notes
A produção original, com os Top Notes, feita por um iniciante Phil Spector, não agradou ao coautor da música, Bert Berns (aka Bert Russel). Em 1962, Berns produziu sua própria versão de “Twist and Shout” com os Isley Brothers, alcançando os primeiros lugares da parada. Inspirados nessa gravação, os Beatles obtiveram sucesso ainda maior com sua versão pouco tempo depois.

“Road Hog” (1962) – John D. Loudermilk
Compositor bem-sucedido, John D. Loudermilk logrou apenas prestígio moderado como cantor, como em “Road Hog”. Roberto Carlos, afeito a versões (e apropriações), foi hábil o suficiente para verter a música em “O Calhambeque”, em 1964, conseguindo assim um enorme sucesso, que se tornou um dos clássicos de seu repertório.

“Tainted Love” (1964) – Gloria Jones
Escrita pelo compositor e produtor Ed Cobb, “Tainted Love” passou praticamente despercebida quando foi lançada pela cantora americana Gloria Jones, em 1964. Redescoberta no circuito Northern Soul da Inglaterra, a música foi regravada pelo grupo tecnopop Soft Cell e se tornou um dos maiores hits dos anos 80.

“My Way” (1967) – Claude François
Originalmente intitulada“Comme D’Habitude”, a versão em inglês (com letra adaptada por Paul Anka) foi regravada por Frank Sinatra, Elvis Presley, Sid Vicious, entre outros. Popular na França, o cantor e compositor Claude François morreu acidentalmente eletrocutado, aos 39 anos, quando foi ajustar uma lâmpada solta enquanto estava na banheira.

“Suspicious Minds” (1968) – Mark James
O compositor Mark James lançou, sem qualquer repercussão, sua própria versão da música em 1968. No ano seguinte, Elvis Presley, utilizando os mesmos arranjos e produtor, obteve um dos maiores êxitos de sua carreira e o seu último nº 1 na parada americana. James ainda forneceria outro hit para Elvis, “Always On My Mind”, anos depois.

“Bette Davis Eyes” (1974) – Jackie DeShannon
Escrita por Donna Weiss e Jackie e DeShannon, a música foi lançada no disco New Arrangement por DeShannon, em 1974. Mas “Bette Davis Eyes” se transformou de fato num hit quando foi regravada com novos arranjos (sem trocadilhos), em 1981, por Kim Carnes, se tornando o maior sucesso da cantora.

“I Love Rock’n Roll” (1975) – The Arrows
Enquanto visitava a Inglaterra em 1976 com sua banda, Runaways, Joan Jett conheceu “I Love Rock’n Roll” (de Alan Merrill e Jake Hooker) com o grupo glam The Arrows. Poucos anos depois, ela fez uma gravação da música com Steve Jones e Paul Cook, dos Sex Pistols, que redundou em absolutamente nada. Em 1982, já à frente de seu grupo Blackhearts, Jett a regravou e obteve dessa vez enorme êxito.

“Girls Just Want to Have Fun” (1979) – Robert Hazard
O americano Robert Hazard gravou “Girls Just Want to Have Fun” (que ele havia “criado” no chuveiro) em uma série de demos feitas entre 1979 e 1981. Logo após, ele angariou razoável repercussão com “Escalator of Life” e “Change Reaction”. O que ele não esperava é que “Girls Just Want to Have Fun”, na voz de Cindy Lauper, fosse se transformar num dos hits mais bem-sucedidos (e pegajosos) dos anos 80.

SÉRGIO BARBO

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